segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A Importância da Vitamina D

A vitamina D é um hormônio esteroide lipossolúvel essencial para o corpo humano e sua ausência pode proporcionar uma série de complicações. Afinal, ela controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular. A principal fonte de produção da vitamina se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese desta substância.
Alguns alimentos, especialmente peixes gordos, são fontes de vitamina D, mas é o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe. Ela também pode ser produzida em laboratório e ser administrada na forma de suplemento, quando há a deficiência e para a prevenção e tratamento de uma série de doenças.
A vitamina D é necessária para a manutenção do tecido ósseo, ela também influencia consideravelmente no sistema imunológico, sendo interessante para o tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a esclerose múltipla, e no processo de diferenciação celular, a falta deste nutriente favorece 17 tipos de câncer.
Esta substância ainda age na secreção hormonal e em diversas doenças crônicas não transmissíveis, entre elas a síndrome metabólica que tem como um dos componentes o diabetes tipo 2.
O consumo da vitamina D é essencial para as gestantes, a falta dela pode levar a abortos no primeiro trimestre. Já no final da gravidez, a carência do nutriente favorece a pré-eclâmpsia e aumenta as chances da criança ser autista.
A vitamina D foi denominada desta forma em 1922, pois naquela época acreditava-se que ela só poderia ser obtida por intermédio da alimentação. Ela foi batizada de D por ter sido a quarta substância descoberta, depois das vitaminas A, B e C. A partir da década de 1970 os pesquisadores descobriram que a vitamina D poderia ser sintetizada pelo organismo, ou seja, na realidade ela é um hormônio, não uma vitamina.
Benefícios comprovados da vitamina D
Fortalece os ossos: A vitamina D é necessária para a absorção do cálcio pelos ossos. Pessoas com deficiência de vitamina D chegam a aproveitar 30% menos de cálcio proveniente da dieta. O cálcio é responsável por fortalecer ossos e dentes. A deficiência deste nutriente pode causar o raquitismo na infância e a osteoporose na vida adulta. Um exemplo da importância da combinação dessas duas substâncias é que sempre que a recomendação de suplementação de cálcio é recomendada ela é feita juntamente com a vitamina D para atuar na absorção do mineral.
Uma pesquisa feita pela Universidade de Zurique com 40.000 pessoas com mais de 65 anos observou que a suplementação de vitamina D reduz em 20% o risco de fraturas no quadril e em outras regiões com exceção da coluna vertebral.
Protege o coração: A vitamina D participa do controle das contrações do músculo cardíaco, necessárias para bombear o sangue para o corpo. Além disso, ela permite o relaxamento dos vasos sanguíneo e influencia na produção do principal hormônio regulador da pressão arterial, a renina.
A falta da vitamina D pode levar ao acúmulo de cálcio na artéria, favorecendo o risco de formação de placas. Com todas essas questões, as chances de desenvolver doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca, derrame e infarto são maiores em pessoas com deficiência de vitamina D.
Uma pesquisa feita com 50.000 homens pelo Harvard School of Public Health durante dez anos observou que aqueles que tinham deficiência em vitamina D possuíam duas vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco do que os homens que não tinham a deficiência.
Gravidez segura: A vitamina D é muito importante para as gestantes. No primeiro trimestre a falta dela pode levar a abortos. Em casos de abortos múltiplos no início da gravidez, pode ser que o sistema imunológico da mãe esteja rejeitando a implantação do embrião. Como a vitamina D age no sistema imunológico, ela pode corrigir este problema.
A vitamina D é essencial na gravidez - Foto: Getty ImagesA vitamina D é essencial na gravidez
Além disso, no final da gravidez, a ausência da vitamina D pode causar a pré-eclâmpsia, doença na qual a gestante desenvolve a hipertensão. Afinal, esta substância influência na produção da renina, principal hormônio regulador da pressão arterial. A falta de vitamina D também aumenta as chances da criança ser autista, pois ela é importante para o desenvolvimento do cérebro do bebê.
Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition feita com mais de 1000 gestantes, observou que quando a mulher ingere a vitamina D os riscos do bebê desenvolver problemas respiratórios diminuem.
Outro estudo feito pela Universidade da Carolina do Sul, dos Estados Unidos, com 500 gestantes observou que o suplemento de vitamina D previne problemas como diabetes gestacional, parto prematuro e infecções.
Boa para prevenir e controlar o diabetes: O fato da vitamina D influenciar a produção de renina também é interessante para prevenir o diabetes, pois a falta desta substância favorece a doença. Além disso, a produção de insulina pelo pâncreas requer a participação da vitamina D.
Como a diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, a vitamina D torna-se interessante por ser um imunoregulador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo.
Um estudo realizado pelo Institute of Child Health da Inglaterra acompanhou 10.000 crianças finlandesas desde o nascimento e observou que aquelas que receberam regularmente suplementos da vitamina tiveram 90% menos chances de desenvolver diabetes tipo 1.
Boa para os músculos: A vitamina D contribui para a força muscular, portanto, sua ausência leva a perda dessa força e aumenta o risco de quedas e fraturas. Uma pesquisa feita pela Universidade de Zurique com pessoas acima de 65 anos observou que o consumo de vitamina D pode diminuir o risco de quedas em 19%.
Benefícios em estudo da vitamina D
Tratamento de doenças autoimunes: a vitamina D já está sendo utilizada no tratamento de doenças autoimunes, condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. A vitamina D é um imunoreguloador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo. O tratamento de doenças autoimunes com vitamina D é algo recente, mas é visto por especialistas como um grande avanço da medicina.
Algumas das doenças autoimunes que podem ser tratadas com altas doses de vitamina D são: esclerose múltipla, artrite reumatoide e problemas oftalmológicos que podem comprometer seriamente a visão do indivíduo e para os quais o tratamento costumava ser muito difícil.
O neurologista Cícero Galli Coimbra, professor associado e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), já tratou cerca de 1.200 pacientes com esclerose múltipla e muitos outros com diferentes tipos de doenças autoimunes utilizando principalmente o tratamento com doses de vitamina D.
O tratamento pode não só evitar que a doença avance como também proporcionar a recuperação de sequelas recentes. Tudo irá depender da doença e do tempo que a pessoa tem as sequelas, por isso o quanto antes iniciar o tratamento, melhor.
É importante ressaltar que este tipo de tratamento com suplementos de vitamina D deve ser realizados somente por médicos, pois o consumo em excesso da substância por conta própria pode causar sérios problemas para a saúde.
O atum é fonte de vitamina D - Foto: Getty ImagesO atum é fonte de vitamina D
Outro estudo publicado no Journal of The American Medical Association feito com 7 milhões de norte-americanos constatou que o consumo de suplementos de vitamina D está associado ao menor risco de esclerose múltipla.
Previne e ajuda no tratamento do câncer: A falta de vitamina D favorece 17 tipos de câncer, como os de mama, próstata e melanoma. Isto ocorre porque a substância participa do processo de diferenciação celular, que mantém as células cardíacas como células cardíacas, as da pele como da pele e assim por diante. Desta maneira ela evita que as células se tornem cancerosas.
Além disso, a vitamina D ainda promove a autodestruição das células cancerosas.
Por essas razões, alguns estudos mostraram que além de prevenir o câncer, o consumo de altas doses dessa substância pode ser eficaz no combate a determinados tipos de câncer. Porém, neste caso também é necessário que a ingestão dos suplementos de vitamina D sejam realizados com o acompanhamento médico.
De acordo com o National Cancer Institute dos Estados Unidos há diversos estudos que apontam que a vitamina D é uma aliada no tratamento do câncer, especialmente do colorretal, de próstata e do seio. Porém, o instituto também diz que ainda são necessários mais estudos.
Boa para autistas: Como a vitamina D é importante para o desenvolvimento do cérebro, ela ajuda a prevenir o autismo durante a gestação. Caso a pessoa tenha esta condição, continua interessante que ela obtenha a vitamina D, o que muitas vezes não ocorre facilmente por meio da exposição solar, fonte da substância, pois o indivíduo passa muito tempo em ambientes fechados.
Um estudo realizado pelo Children?s Hospital Oakland Research Institute, nos Estados Unidos, observou que três hormônios do cérebro que afetam o comportamento social, serotonina, ocitocina e vasopressina, são ativados pela vitamina D.
Previne gripe e resfriado: Este benefício tem sido estudado com base em alguns problemas causados pela falta de vitamina D. Crianças com deficiência de vitamina D tem mais chances de desenvolver infecções respiratórias. Já adultos com menores quantidades de vitamina D contraem mais resfriados e problemas no trato respiratório.
Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition que contou com a participação de 340 crianças japonesas durante quatro meses observou que os riscos de contrair gripe diminuiu no grupo que ingeriu o suplemento de vitamina D.
Diminui o risco de morte prematura: Uma pesquisa publicada no Archives odfInternal Medicine sugere que tomar suplementos de vitamina D podem reduzir as taxas de mortalidade. O estudo observou o resultado de 18 estudos que contaram no total com cerca de 60.000 participantes e constatou que o consumo de suplementos de vitamina D diminui em 7% o risco de mortalidade por qualquer causa.
Interações
Quando consumida dentro das quantidades recomendadas a vitamina D não interage com nenhuma outra substância. Porém, quando ingerida em excesso pode levar a alta absorção de cálcio, por isso que o consumo de vitamina D além do recomendado só pode ser feito com orientação médica.
Efeitos colaterais
Quando consumida dentro das quantidades recomendadas a vitamina D não tem efeitos colaterais. Porém, quando ingerida em excesso pode prejudicar os rins por causar o aumento da absorção de cálcio. Por isso, é importante que o consumo além do recomendado desta vitamina seja feito com acompanhamento médico.
Deficiência
A deficiência de vitamina D pode causar uma série de problemas de saúde. A falta dela aumenta o risco de problemas cardíacos, osteoporose, câncer, gripe e resfriado, e doenças autoimunes como esclerose múltipla e diabetes tipo 1. Em mulheres grávidas deficiência de vitamina D aumenta o risco de aborto, favorece a pré-eclâmpsia e eleva as chances da criança ser autista.
O quanto obter de vitamina D
Segundo diversos estudos realizados recentemente, entre eles um da Universidade do Wisconsin, Estados Unidos, e outro da Universidade de Toronto, Canadá, a orientação para pessoas com mais de 50 quilos é consumir entre 5.000 e 10.000 unidades de vitamina D. O mesmo vale para as gestantes e lactantes.
No caso das crianças a orientação é ingerir até 1.000 unidades de vitamina D para cada 5 quilos de peso. Então, uma criança que pesa 30 quilos, por exemplo, pode ingerir até 6.000 unidades de vitamina D.
Como obter a vitamina D
Apesar de estar presente em alimentos de origem animal, estas comidas não possuem a quantidade de vitamina D que o organismo necessita. Por isso, para evitar a carência da substância é importante tomar de 15 a 20 minutos de sol ao dia. Braços e pernas devem estar expostos, pois a quantidade de vitamina D que será absorvida é proporcional a quantidade de pele que está exposta.
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Ao se expor ao sol para obter a vitamina é importante não passar o filtro solar. Para se ter uma ideia, o protetor fator 8 inibe a retenção de vitamina D em 95% e um fator maior do que isso praticamente zera a produção da substância. Para evitar o câncer de pele, após os 15 a 20 minutos recomendados para obter a vitamina, passe o protetor solar.
As janelas também atrapalham a absorção da vitamina D. Isto porque os raios ultravioletas do tipo B (UVB), capazes de ativar a síntese da vitamina D, não conseguem atravessar os vidros.
A exposição ao sol da maneira recomendada irá proporcionar as 10 mil unidades de vitamina D. Como a exposição solar já irá proporcionar boas quantidades da substância, é importante que a necessidade do indivíduo seja analisada por um profissional da saúde a fim de saber se apenas o sol é o suficiente ou se é preciso uma alimentação rica na substância ou suplementação.
Fontes de vitamina D
Todos os alimentos fontes de vitamina D são de origem animal porque as fontes vegetais não conseguem sintetizar a vitamina da maneira como os alimentos provenientes de animais. Até mesmo o alimento com as maiores quantidades da substância, o salmão, conta com somente 6,85% das necessidades diária de vitamina D em uma porção de 100 gramas. Por isso, tomar sol é fundamental para evitar a carência do nutriente.
Além disso, esses alimentos são bastante ricos em gordura saturada. Quando ingerido em grandes quantidades este lipídio sofre o processo de oxidação e há o risco do aparecimento de placas que podem inflamar as artérias sanguíneas, levando a doença vascular que pode comprometer o coração, os rins e o cérebro a longo prazo.
Confira os alimentos que possuem vitamina D.
Alimento Quantidade de vitamina D Porcentagem do valor diário de vitamina D
Atum (100 gramas) 227 unidades 2,27%
Sardinha (100 gramas) 193 unidades 1,93%
Ovo (uma unidade) 43,5 unidades 0,43%
Queijo cheddar (50 gramas) 12 unidades 0,12%
Carne bovina (100 gramas) 15 unidades 0,15%
Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Uso de suplemento de vitamina D
Os suplementos de vitamina D podem ser utilizados em casos de constatação de carência da substância ou no tratamento de algumas doenças. A falta do nutriente é constatada após exame de sangue.
É importante ressaltar que os suplementos só podem ser tomados após a orientação médica para o consumo dessas doses extras. Em alguns tratamentos são orientadas superdoses de vitamina D, ou seja, uma quantidade além do que é normalmente orientado. Nesses casos o consumo sempre é feito com orientação médica e é preciso observar o quanto de cálcio e líquidos a pessoa irá ingerir, sendo que o consumo do mineral pode precisar ser reduzido e o de líquidos aumentado.
Idosos e os suplementos: Pessoas mais velhas produzem menos vitamina D em resposta à exposição ao sol por questões metabólicas relacionadas à idade. A quantidade da substância produzida em uma pessoa de 70 anos é, em média, um quarto da que é sintetizada por um jovem de 20 anos. Por isso, é interessante que os idosos conversem com seus médicos sobre a possibilidade de consumir suplementos de vitamina D.
Riscos do consumo em excesso de vitamina D
É importante destacar que o excesso de vitamina D só ocorre por meio da suplementação. Isto porque os alimentos não contam com quantidades grandes da substância e a obtenção dela por meio dos raios solares é regulada pela pele, que cessa a produção da vitamina quando atinge os valores necessários.
Porém, o excesso por meio dos suplementos sem a orientação médica pode ser muito perigoso.
Há o risco de ocorrer a elevação da concentração de cálcio no sangue e isso pode provocar a calcificação de vários tecidos, sendo que os mais afetados são os rins, que podem chegar a perder sua função.
Combinando a vitamina D
Suplemento + hidratação: Ao ingerir os suplementos de vitamina D, para evitar problemas de saúde, especialmente nos rins, além do acompanhamento médico, é importante se hidratar e manter uma dieta balanceada.
A deficiência de vitamina D
Infelizmente, cerca de 80% das pessoas que vivem em um ambiente urbano, são carentes em vitamina D. Isto porque elas passam grandes períodos de tempo em locais fechados e não se expõem ao sol.
Contudo, a deficiência pode ser revertida. É possível fazer esta correção do quadro por meio de suplementação, lembrando que esta alternativa é válida somente após a orientação médica, e/ou tomando sol sem proteção solar nos braços e pernas durante quinze a vinte minutos todos os dias.
Fontes consultadas:
Neurologista Cícero Galli Coimbra, professor associado e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo.
Nutricionista Rúbia Gomes Maciel, da empresa Natue.
Nutricionista Natielen Jacques Schuch, professora do Centro Universitário Franciscano.

Entenda o que é ransomware: o malware que sequestra computadores


Entenda o que é ransomware: o malware que sequestra computadores


Imagine alguém obtendo seus dados confidenciais, como o resultado de uma consulta médica ou holerite, e ameaçando expô-los publicamente caso você não pague um “resgate”. Ou a lista de clientes e informações de uma empresa bloqueada por um hacker, que só vai devolvê-la se receber uma quantia em dinheiro. Isso é o que chamam de ransomware, uma prática criminosa que vem crescendo muito no Brasil nos últimos cinco anos, e até de forma sofisticada.
  • O ransomware sequestrou computadores de diversas companhias e órgãos brasileiros, saiba tudo aqui
“Nossas equipes começaram a investigar e descobriram que houve um grande aumento desde 2012. No ano passado a alta das famílias de ransomware — as famílias são ameaças diferentes mas com o mesmo intuito — no Brasil foi absurda, fora do padrão”, afirma Franzvitor Fiorim, líder técnico da Trend Micro que esteve em Curitiba para participar de evento sobre segurança digital.
Em pesquisa realizada pela Trend Micro com cerca de 300 empresas brasileiras no segundo semestre de 2016, 51% disseram ter sido alvo de ataques ransomware, 56% admitiram não ter uma tecnologia de monitoramento ou detecção de comportamento suspeito e o setores mais afetados foram as companhias ligadas a educação (82%), ao governo (59%) e ao varejo (57%).
O aumento da incidência, segundo Fiorim, é a popularização dos métodos para aplicar o golpe. “Notamos que no Brasil, assim como em outros lugares, há movimentação dos criminosos na Deep Web. No entanto, aqui a coisa é mais direta: há até perfis públicos em redes sociais, com fotos e informações pessoais, de gente comercializando cursos de como ser um hacker e como criar um ransomware. Eles não se preocupam em se manter no anonimato.”
Anteriormente, os criminosos pediam resgate em transações feitas pelo pagamento eletrônico Paypal e atualmente a grande maioria usa Bitcoin, que é um meio irrastreável. O valor costuma variar entre ¼ de Bitcoin até 10 Bitcoins. “A cotação varia de acordo com o dia mas está em torno de R$ 1,2 mil (nesta semana chegou a R$ 5 mil). E os atacantes até mesmo incluem um vídeo no pedido de resgate, explicando como funciona a Bitcoin, tudo em português”, destaca Fiorim.

INFECÇÕES SEM ARQUIVO AUMENTAM INCIDÊNCIA EM CELULARES

O ransomware normalmente oferece um link ou um arquivo, para que você informe suas credenciais ou abra uma aplicação capaz de abrir uma brecha para seu dispositivo ser controlado remotamente. É assim que o intruso rouba seus dados e os criptografa, com uma chave que só ele passa a saber.
Engana-se quem acha que o golpe é uma exclusividade das máquinas de mesa
“Nossas amostras indicam que 80% vêm de uma URL, um endereço em que você clica e cai em uma página maliciosa, e outros 12% vêm em emails, simulando ser um banco, uma pessoa conhecida ou a recuperação de uma senha em uma rede social”, aponta Fiorim.
Mas engana-se quem acha que o golpe é uma exclusividade das máquinas de mesa. “Existe uma ideia de que os ambientes desktop estão mais vulneráveis. Ele são vulneráveis mesmo, independente do sistema operacional — tem gente que acha que se usar Linux vai estar mais segura, mas existe ransomware para Linux também. E não se sinta mais seguro usando um celular, porque muitos dos ataques criptografam dados nesses dispositivos”, comenta o especialista
Aliás, o descuido com as aplicações em dispositivos móveis pode ser responsável pela grande alta desse tipo de crime nos últimos anos, especialmente pelo que os especialistas vêm chamando de “infecções sem arquivo”. “Costumamos associar muito as ameaças, malwares e vírus, a arquivos. A tendência atual é de infecções sem arquivo: por causa de um bug no software, uma vulnerabilidade na aplicação, o atacante consegue ter acesso à máquina e criptografar seus dados ou cometer atos ilícitos.”

E O QUE PODEMOS FAZER?

“Não existe uma única solução, uma “bala de prata”, nenhuma garante 100% de segurança. Temos o que chamamos de proteção por camadas: combate aos malwares e vírus, medidas contra ataques em emails e aplicações, tratamento de vulnerabilidades e defesa específica. Já houve um caso de ataque direcionado, em que um criminoso sabia exatamente o que ele queria afetar”, diz Fiorim.
Mantenha todas as atualizações de software em dia
No Brasil, mercado conhecido pelo alto consumo de produtos intermediários, a maioria dos usuários fica mais de um ano com o mesmo smartphone, segundo pesquisa do Ibope. Então, manter os upgrades em dia é ainda mais importante para que o ransomware não se espalhe com tanta intensidade em ambiente mobile.
Há softwares de prevenção e detecção de arquivos auto executáveis maliciosos, é possível usar armazenamento offline para manter os dados mais importantes distantes de ataques via web, a exemplo de pen drive e HDs externos.
Algumas empresas e programas de segurança oferecem o serviço de sandbox, que é um ambiente virtual controlado para testes de conteúdo suspeito. Soluções em nuvem e com a máquina de aprendizado também têm sidos utilizados. “Muitas vezes, um criminoso cria uma ameaça só para uma empresa, então, as equipes e medidas de segurança nunca viram aquele tipo de problema. É aí que entra a detecção e os eventos correlacionados pela machine learning (máquina de aprendizado) pode ajudar muito nesses casos.”

DENÚNCIAS E EDUCAÇÃO FAZEM A DIFERENÇA

Denúncias e revisão na legislação também são alternativas para combater o ransomware. “É importante que haja denúncia, para que a polícia busque esses hackers. O Boletim de Ocorrência vai ajudar a aumentar o investimento feito nesse tipo de investigação. Precisamos também melhorar a legislação, para penalizar de forma mais crítica quem comete esse tipo de crime. Afinal de contas, esse é um crime de extorsão que começa no meio digital e afeta o meio físico.”
E, por enquanto, a maior arma contra os golpistas é a educação dos usuários. “O percentual de ameaças complexas é pequeno. A grande maioria dos ataques vem de variações feitas a partir de códigos simples, de criminosos que aprenderam a programar linguagens na faculdade ou até mesmo são autodidatas e tentam criar algum malware”, revela Fiorim.
A grande maioria dos ataques vem de variações feitas a partir de códigos simples
“A solução mais efetiva é a educação do usuário. Não podemos culpá-lo por ter seus dados roubados. É preciso capacitar melhor os colaboradores das empresas e criar campanhas de conscientização para não clicar em conteúdo e não baixar arquivos desconhecidos.”

Fonte: https://www.tecmundo.com.br

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Conheça os primeiros sintomas de derrames cerebrais


Uma pesquisa brasileira mostrou que a população não conhece os sintomas dos acidentes vasculares cerebrais. 
Vamos lembrar os sinais de alerta da ocorrência desse grave problema neurológico.


Os acidentes vasculares cerebrais ou derrames, como são conhecidos pelos leigos, podem ser de dois tipos: isquêmicos, quando falta sangue ao cérebro, ou hemorrágicos, quando acontece um sangramento dentro do cérebro.
Nos acidentes hemorrágicos, um vaso sanguíneo, artéria ou veia se rompe e o sangue se espalha. Um bom exemplo de como isso pode ocorrer é a ruptura de um aneurisma.
Já os acidentes isquêmicos acontecem quando uma artéria fica obstruída, impedindo o fluxo de sangue normal para as células do cérebro. Dependendo da localização da artéria obstruída uma área maior ou menor do cérebro ficará sem receber oxigênio e nutrientes.
Como reconhecer um AVC
Os acidentes vasculares cerebrais são emergências médicas, e o tempo é o fator crucial para permitir um atendimento adequado e melhores chances de recuperação, além de menos seqüelas posteriores.
Portanto, é importante lembrar que qualquer pessoa que apresente uma alteração, que possa significar uma mudança do funcionamento cerebral, deve ser levada a um serviço de emergência para avaliação.
Quais os sinais que devem ser observados?
– Perda súbita da força ou dos movimentos em um dos membros ou face, geralmente atingindo um dos lados do corpo.
– Perda da visão de um dos olhos de forma súbita.
– Dificuldade de equilíbrio do corpo para caminhar ou mesmo se manter de pé.
– Dor de cabeça súbita e muito intensa inesperada.
Uma observação importante: todos esses sinais podem ocorrer de forma fugaz com recuperação espontânea, mas mesmo assim a avaliação especializada é indispensável.
A prevenção, como sempre, é a melhor opção. Para isso, é preciso conhecer os principais fatores de risco para a ocorrência de um AVC.
A hipertensão arterial é a principal causa associada aos derrames. Os hipertensos, se não tratados adequadamente, têm de quatro a seis vezes mais chances de sofrer um AVC.
Estudos científicos mostram que, apesar do diagnóstico de hipertensão ser feito com freqüência, o tratamento não é seguido na maioria dos casos.
Além da hipertensão, outros fatores contribuem para tornar o Acidente Vascular Cerebral uma epidemia real em nossa sociedade. A fibrilação atrial, uma alteração do ritmo do coração, aumenta o risco de derrames. O diabetes e o tabagismo também são vilões para a ocorrência de um AVC.
As opções de tratamento
O cérebro humano, quando atingido por um acidente vascular, pode ser salvo se receber tratamento adequado e em tempo. Os acidentes isquêmicos são os mais freqüentes, respondendo por mais de 85% dos “derrames” — aqueles causados quando uma artéria fica obstruída por um coágulo, impedindo o sangue de alimentar as células.
Existe um tratamento para desobstruir as artérias: trata-se da injeção de uma substância capaz de dissolver esses coágulos -– os trombolíticos. Ela atua sobre o coágulo e pode restaurar o fluxo natural de sangue. Infelizmente, poucos pacientes recebem esse tratamento.
Mesmo nos Estados Unidos, segundo um trabalho realizado pela Cleveland Clinic de Ohio, somente 2% das vítimas de acidentes vasculares cerebrais recebem o tratamento com trombolíticos.
A principal causa para essa pequena utilização está no fato de que o tratamento só é efetivo se for administrado nas primeiras três horas após o início dos sintomas. Além dessa razão, existem contra-indicações ao método que devem ser respeitadas pela equipe que está atendendo à vítima do derrame.
Um paciente tratado a tempo pode ficar sem déficits neurológicos ou ter as conseqüências do problema bastante diminuídas.
O que deve ser feito
É muito importante prevenir a ocorrência dos AVC’s, através do controle dos fatores de risco. Além disso, é fundamental que a população reconheça os sintomas dos derrames a tempo e que o tratamento esteja disponível para todos que precisarem.

Compartilhe e salve muitas vidas.

 

Fonte: Luis Fernando Correia, médico e apresentador do “Saúde em Foco”, da CBN.
 

Gafes, vexames e micos...


Gafes, vexames e micos...

Esqueça os manuais de etiqueta. A receita para evitar as grosserias que envenenam o dia a dia e que, a longo prazo, atrapalham nossa vida é cultivar o respeito nas relações pessoais.
1 - Mantenha o nível
A comunicação à distância tem uma hierarquia. Do mais pessoal para o mais genérico: telefonema, e-mail, SMS e, por fim, recado em redes sociais. Você pode manter ou elevar o nível. Baixar, nunca. Se receber um e-mail, tudo bem responder à mensagem ou telefonar. Mas, se receber uma ligação e responder por e-mail, pode parecer que está fugindo do interlocutor.
2 - Celular na mesa
Se você precisar atender uma ligação ou responder a uma mensagem quando estiver acompanhado, peça licença. Verificar as atualizações no Facebook entre uma garfada e outra, nem pensar.
3 - Não é assim que se escreve
Você troca mensagens de texto por celular com um amigo e ele comete um erro gramatical. No lugar de corrigi-lo, use a resposta para escrever a palavra de forma correta.
4 - Sem papo
Ao encontrar alguém com o ícone de on-line no Facebook, no Orkut ou no Gmail, não conclua que está disponível. Pergunte se a pessoa pode conversar.
5 - Adapte o discurso
Na internet, é comum que as pessoas tenham formas próprias de falar. Usar gírias, expressões em inglês, letras em maiúsculas sem ser nome próprio ou começo de frase. Mas isso não quer dizer que a mensagem será compreendida por qualquer um. Pense em quem é seu interlocutor antes de dizer “vm cvsa?” quando for chamar alguém para conversar.
6 - Menos é menos
É uma indelicadeza responder a todo mundo no grupo da mensagem só para dizer “ótimo, obrigada!”. É como usar um megafone em plena rua para dizer para uma única pessoa algo sem importância.
7 - Não deixe a mensagem sem resposta
Quando alguém lhe pede uma informação, por e-mail ou por redes sociais,
não deixe esperando. Diga que está procurando a resposta e que responderá depois.
8 - Pergunte antes
Não publique fotos em que seus amigos aparecem em roupas de banho, posições constrangedoras ou com um namorado antigo em redes sociais. Pergunte antes.
9 - Não curta
No Facebook, é possível curtir comentários, links e fotos de amigos. Curtir denota um sentido positivo, sugere que você gostou do comentário. Não é um aviso de que você o leu. Se alguém diz “meu cachorro morreu” ou “fui demitido”, não curta.
10 - O reclamão dos reclamões
Se é chato ler reclamações sobre o tempo no Facebook, imagine acompanhar reclamações sobre quem reclama do tempo.
FAMÍLIA
11 - Dê o exemplo
Saber como ensinar boas maneiras às crianças é tão importante quanto o que ensinar. O exemplo é a melhor forma. Fazer uma cena com a criança num restaurante porque ela fez uma cena é contraditório. Gentileza é contagiosa mesmo com os pequenos.
12 - Mudar o discurso sem mexer no conteúdo
A intimidade pode desligar nossa sensibilidade em algumas situações. É comum entre casais comentários recorrentes que irritam o parceiro. Um exercício proposto por Alford é pedir que o autor do comentário escreva o mesmo assunto para três pessoas: seu melhor amigo, seu chefe e para uma criança de 10 anos. Esse exercício faz com que o outro perceba as diferenças de tom e descubra um jeito de passar o recado.
13 - Quarentena
Você e seu companheiro acabaram de se separar e você já tem um namorado novo. Evite lugares que frequentava com o parceiro anterior, especialmente a casa de amigos próximos aos dois. Superar o fim da relação fica mais difícil ao saber que o outro anda acompanhado, frequentando os mesmos lugares onde iam enquanto estavam juntos.
14 - Não piore as coisas
Doutora Ruth, uma amiga de Alford, tem 82 anos, escreve livros e leciona em Princeton e em Yale. Diz que os amigos mais velhos cansam de ouvir a pergunta: “Você está bem” ou “Você está feliz”. Isso os faz pensar como estão perto da morte. Da mesma forma, pacientes com doenças terminais não querem ouvir a todo momento: “Você está ótimo”. A sogra de uma amiga de Alford que teve câncer chegou a ouvir de uma colega que soube de sua doença: “Oh! Mas as suas crianças são tão lindas!”.
15 - Adeus na hora certa (ou errada)
Assuntos do coração costumam provocar atos impulsivos. Mas é preciso cuidado na hora de dar o fora em alguém. Se um homem desmancha um namoro logo depois de a moça mudar a cor do cabelo, ela nunca mais vai desfazer a impressão de que ele detesta loiras. Dizer “eu não aguento mais esta relação” no momento em que o homem se despe fará com que ele pense que há alguma coisa errada com seu corpo (para sempre!).
16 - Todo mundo tem a cura
É comum pacientes com câncer receberem dietas, conselhos de terapias alternativas e até indicações de remédios de conhecidos. Uma amiga de Alford, que ganhou um regime macrobiótico quando soube que estava com câncer de mama, recebeu a gentileza como uma acusação velada: “No fim das contas, deve ter sido sua culpa. Afinal, você não estava se alimentando direito”.
17 - Fale do futuro
A poeta e educadora americana Nikki Giovanni, que perdeu a mãe e uma irmã de câncer, disse a Henry Alford que o comentário que elas mais gostavam de ouvir quando estavam doentes eram os que pressupunham longevidade, como perguntar se já reservaram os ingressos para a próxima temporada de dança. O futuro é reconfortante.
AMIGOS
18 - O problema do “sem problema”
Quando alguém diz que não pôde ir a sua festa, devolver um “tudo bem” ou “sem problema” pode deixar a pessoa se questionando: “Como assim, tudo bem? Eu não fiz falta alguma?”. O correto seria “você fez falta, mas eu entendo”.
19 - Conversa não é competição
Se alguém lhe conta um episódio curioso e você tem uma história similar, escute o que a pessoa tem a dizer até o fim. Cuidado para não entrar numa competição de histórias.
20 - Outra forma de agradecimento
Se alguém lhe um dá um vale-presente, é gentil fotografar o presente que você adquiriu, ou comentar como o presente está sendo útil.
(Ilustração: Pedro Hamdan)
21 - Memória
Lembrar de um comentário espirituoso feito há anos ou perguntar sobre o desfecho de alguma história que a pessoa tenha lhe contado é uma atitude de gentileza, faz com que a conversa se torne mais afetuosa.
22 - Solidarize-se
Se alguém perto de você precisa limpar o nariz, peça licença e traga dois lenços. Diga que vocês dois estão precisando assoar o nariz. E faça isso. Compartilhar
o embaraço diminui seu efeito.
23 - Convidados variados
É saudável convidar pessoas de círculos sociais diferentes para uma comemoração. Isso evita as panelinhas.
24 - Parabenize. Não desestimule
Um casal de amigos de Alford que esperava por gêmeos ouvia: “Vocês nunca mais vão dormir” ou “A vida de vocês nunca mais será a mesma”. Por que as pessoas não podem ser encorajadoras?
25 - Responda mesmo, por favor
A sigla RSVP (“répondez s’il vous plaît”) é para ser obedecida. Em eventos com limite de frequentadores, não responder significa deixar outras pessoas de fora.
26 - Sozinho eu não vou
Alguém que sabe que você tem um parceiro convida só você para um jantar. Pedir para incluir a outra pessoa é grosseiro. Diga que adoraria ir, mas que você e seu par já têm planos para a noite. Se o anfitrião quiser mesmo sua presença, ele estenderá o convite para ambos.
27 - O anfitrião dá o tom
Numa recepção, é de bom-tom você mesmo atender a porta. Também faz diferença o anfitrião apresentar os convidados uns aos outros e levantar algum assunto que possa aproximar as pessoas. “Fui a uma festa preparada para Elizabeth Gilbert, quando ela retornou da viagem que viraria tema do livro Comer, rezar e amar. Os convidados receberam broches com a inscrição “Pequena lembrança de navegação”. A brincadeira rendeu comentários e aproximou os convidados” diz Alford.
28 - Gastrochatos
Se você foi convidado e é um chato para comer, não transfira o problema para o anfitrião. A não ser em caso de alergia alimentar ou restrição religiosa, não é responsabilidade do anfitrião quebrar a cabeça para fazer seu gosto. Na dúvida, coma algo antes de sair.
29 - Visual meio-termo
Quando fizer uma recepção em casa, use uma roupa neutra. Nem muito arrumada nem um desleixo completo. Isso possibilita que todos os convidados se sintam à vontade, dos mais formais aos informais.
30 - Agradecer no dia seguinte
Após a festa, é afetuoso e educado ligar ou mandar uma mensagem elogiando o evento.
Contenha-se na farmácia (Foto: Ilustração: Pedro Hamdan)
(Ilustração: Pedro Hamdan)
31 - Contenha-se na farmácia
Se você vir algum conhecido na farmácia, certifique-se de que ele o viu também antes de se aproximar. Dê tempo para que ele esconda o que não quer que outros vejam. Como você se sentiria se um amigo o surpreendesse com um remédio para hemorroidas ou duas dúzias de camisinhas?
32 - Seja discreto sobre sua vida social
Não comente sobre festas e reuniões na frente de outras pessoas que não foram convidadas. Quando o anfitrião faz um convite, não é rude informar ao convidado que algum amigo em comum não foi incluído. Por outro lado, é gentil avisar quando outros amigos foram convidados, se for o caso.
SOCIEDADE
33 - Quem é essa garota?
Não assuma que um afrodescendente brincando com uma criança branca é pago para isso.
34 - Não basta ter razão
A escritora Amy Vanderbilt escreveu: “Algumas das pessoas mais rudes que conheci tinham razão”. O exemplo clássico é quando alguém no teatro faz psiu para os outros. Ele está certo, mas incomoda mais do que os breves comentários que originaram a repreensão.
35 - Contenha-se na loja
Se você vir uma moça com uma roupa que lembre uniforme, deitada no chão e arrumando o pé de um cabide na loja, não conclua que ela é a vendedora. Pergunte: “Você viu um vendedor por aí, por favor?”.
36 - Você primeiro
É um ato corriqueiro que faz diferença (para o bem): dê passagem às pessoas. Elas costumam sorrir de volta.
37 - Esquecer é humano
Ao ser abordado por alguém que parece conhecê-lo, mas de quem você não se lembra, seja franco. Fingir que se lembra causa mais constrangimento do que dizer, em tom bem-humorado, que sua memória está falhando ultimamente.
38 - Apresente-se
É um ato educado apresentar-se dizendo seu nome, e de onde você conhece a pessoa, quando for abordar um conhecido na rua. Isso livra-o da situação anterior.
39 - Ninguém sabe tudo
Não finja que você sabe do que a outra pessoa está falando. Quando ouvir a pergunta “você sabe, não é?” diante de algo que desconhece, apenas diga: “Não sei. Você poderia me ajudar a entender?”. É provável que você conquiste a simpatia do interlocutor.
40 - Grávida ou muito bem alimentada?
Não assuma que uma mulher está grávida até ser informado sobre isso. Mesmo que pareça que ela tem uma melancia na barriga. Pode mesmo ser uma melancia.
41 - Tudo o que você não é
Ao saber a profissão de alguém que você acaba de conhecer, não mencione o nome de algum especialista daquela área, mesmo que a área seja obscura. A pessoa que você mencionou pode ser a número 2 num setor em que seu interlocutor é o número 593 ou o 37.960. A menção pode desmerecer seu novo amigo.
TRABALHO
42 - Para que serve?
Cuidado com comentários que desvalorizem a profissão das pessoas. Perguntar a um garçom qual é a verdadeira profissão dele ou para um acadêmico se a pesquisa dele tem utilidade é uma indelicadeza.
43 - Conversas pessoais
Quem passa a maior parte do dia trabalhando precisa resolver questões pessoais no escritório. Quando fizer uma ligação pessoal, fale num tom baixo. Se possível, saia da mesa.
44 - Foco em você
Durante uma apresentação, evite usar acessórios chamativos, como pulseiras que fazem barulho. Eles podem tirar a atenção daquilo que você está falando.
45 - Roupa inadequada
No ambiente de trabalho, roupas justas e decotadas demais podem constranger os colegas. Para sua imagem, o risco é perder a credibilidade e não ser reconhecido por seu trabalho.
46 - Redes sociais e trabalho
O ideal é que você mantenha seus contatos profissionais no LinkedIn. Se não puder, crie grupos no Facebook e use os filtros de privacidade. Mesmo tomando esses cuidados, não pense que a rede pode virar um depositório de bobagens e reclamações do chefe.
47 - Festa da empresa
A festa de final de ano sempre rende boas histórias e muitas gafes. Não se esqueça de que, mesmo fora do ambiente de trabalho, o evento faz parte da vida na empresa. Manter a postura profissional – e não beber demais – evita constrangimentos e ressacas que podem durar o ano todo.
48 - Tiques e barulhos
Em locais públicos ou no trabalho, cuide para que o volume da música que você ouve no fone não esteja alto a ponto de incomodar quem está em volta – e prejudicar sua audição. Cuidado com outros barulhos incômodos, como batucar na mesa, limpar a garganta ou assoar o nariz.
49 - “Desta vez passa”
Se você for chefe, não use a expressão “desta vez passa”. Denota arrogância e pode tirar sua autoridade. Em vez de ameaçar, aconselhe ou tome providências.
50 - Brincadeiras inconvenientes
Alguns ambientes de trabalho comportam brincadeiras, outros não. Se você fizer parte do primeiro caso, cuide para que suas piadas não incomodem os colegas.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016